Oficina de Introdução à Lino & Xilogravura: O Tipo Arquitetônico

Tivemos a oportunidade de ministrar hoje, 19/04/16, um workshop de gravura para os alunos de arquitetura & urbanismo da Uninove (SP), na unidade Memorial.

Aqui temos um breve registro fotográfico.

(OBS: a imagem das impressões ficou um tanto desfocada…. sorry… vamos tentar fazer outra foto).

Abaixo, um resumo de nossa oficina:

UNINOVE – SEMANA DA ARQUITETURA 2016 – 1º SEMESTRE

Workshop: Oficina de Introdução à Lino & Xilogravura: O Tipo Arquitetônico

Conteúdo: Os alunos optaram por uma matriz de gravação: madeira ou linóleo. A oficina trabalhou as técnicas de gravação/ entalhe em matriz de linóleo ou madeira; e técnicas de entintagem e impressão em papel japonês.

Tema: O Tipo Arquitetônico, compreendido como um modelo de projeto reprodutível, replicável na cidade.

“A criação de um ‘tipo’ depende da existência de uma série de construções que tenham entre si uma evidente analogia formal e funcional” (G.C. ARGAN).

A oficina contou com um gravurista convidado: Antonio Vitorino, gravador e especialista em técnicas de impressão.

Professor: Andre Reis Balsini – Gravurista convidado: Antonio Vitorino

 

Publicação em Rabiscos

Link para publicação de gravura na seção Rabiscos, do Vitruvius.

http://www.vitruvius.com.br/jornal/charges/4659?page=01

(Espejo del Parque Lezama – linogravura)

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Compõe uma série: Espelhos da Paisagem. Encaminhamos cinco imagens para Rabiscos… devem ser publicadas aos sábados…

(Agradecimentos ao prof. Abílio Guerra).

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Algumas anotações sobre a série (em andamento, aos poucos, sem pressa…)

São quatro linogravuras e uma gravura em buril sobre cobre (com matriz auxiliar em PVC para colorização).
A série trata de paisagem, cidade e natureza, morfologia urbana. Todas as imagens foram captadas anteriormente em fotografia pelo autor. Registros de viagens em Salvador e Buenos Aires, o bairro de Perdizes em São Paulo, duas vistas do Rio: As Cagarras, vistas desde o Cristo, e o morro de Mangueira [uma visita com colegas arquitetos em 1998, por conta de um concurso, rendeu uma imagem panorâmica, bastante rara, do morro).
O nome espelhos trata de uma característica da representação em gravura: se a representação do real está na matriz, as impressões, por sua vez, são um espelho do real. Preferimos assumir as imagens em espelho, para que o processo de representação sobre a matriz ficasse preservado.
linogravuras:
espejo del Parque Lezama, 17x17cm, ARBalsini, 2016 (Buenos Aires)
espelho de Mangueira, 39×10,5cm, ARBalsini, 2015, (Rio de Janeiro)
espelho das Perdizes, 27x15cm, ARBalsini, 2016 (São Paulo)
espelho do Unhão, 30 x19cm, ARBalsini, 2016 (Salvador)
gravura em buril sobre cobre (com matriz auxiliar em PVC, colorização, auto-relevo)
espelho das Cagarras, 20x14cm, ARBalsini, 2015 (Rio de Janeiro)

Igreja do Senhor do Bonfim

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primeira impressão – 1st.p. ARBalsini, 2016.

 

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xilogravura, buril sobre madeira de topo (garapeira), miniatura 8,5X8,5cm.

Igreja do Senhor do Bonfim, Salvador. ARBalsini, 2016.

Um registro da cultura arquitetônica brasileira… se é que podemos falar assim… certamente falta linearidade neste processo. Mas é inegável a beleza das nossas antigas Igrejas… um patrimônio a ser preservado.

Algumas já se foram. Seus registros tornaram-se raros…

Nossa representação, em gravura, buscou ser fiel as proporções da arquitetura, sua expressão…a escadaria em primeiro plano… aliás, eliminamos o gradil que, atualmente, envolve o Adro… !